Patati Patata. Esse foi o primeiro show de sua vida, Manuela. Você foi com o papai e, até onde sei, foi muito divertido!
Vocês chegaram em casa eufóricos. Já passava das dez da noite, mas você estava no pique, queria brincar mais, contar o que viu. Seu pai também estava bem empolgado, contando emocionado e feliz os momentos que passou com você. Pedi que ele fizesse um relato dessa aventura que vocês viveram juntos. Veja só como foi divertido esse passeio com o papai!
"O show era seis da tarde. Saímos de casa, eu e a Manuela, cinco e meia e minha primeira preocupação foi o trânsito na porta do shopping: será que ela vai aguentar? Será que vai chorar? Ela se manteve quieta, olhando o mundo lá fora. Quando entrei, vi que não tinha mais vaga, entrei em uma área reservada aos clientes do serviço de manobrista: ok, eu toparia pagar mais para sair logo da garagem em direção ao show do Patatí e Patatá, dois palhaços famosos entre as crianças. Já estava quase na hora.
Quando saímos do elevador e vimos a fila, que estava enorme, ela ficou mais calada ainda. E não quis sair do meu colo até chegarmos à nossa cadeira. Ficava só olhando: as outras crianças, as famílias, a fila, tudo. Sentados na segunda fileira, ela pôde passear um pouco na área entre o palco e as cadeiras, viu as outras crianças, reparou muito em um casal de irmãos, ela de patatí, ele de patatá, mas continuou calada. Até que chegou a hora do show. Ao abrir a bolsa para oferecer água à pequena, ela viu uma pêra e quis comer. Ficou roendo a fruta, que estava um pouco verde e dura (só vi depois), até os palhaços entrarem no palco. A partir daí, o deslumbramento dela foi chocante: era o primeiro show da vida dela.
Ela olhava tudo, comparava com o que estava no telão, e voltava os olhos para o show. Sem parar de olhar, começou a bater palmas no meu colo e eu achei que ia ser tudo tranquilo até que... ela fez um mega xixi!! E vazou tudo na minha bermuda. Sentindo o molhado descendo as minhas pernas, olhei para os lados em busca de socorro. Não havia um trocador no show, nem sinal de um lugar alí onde um poderia trocá-la. Tinha que levantar e atravessar o local, todo mijado. E o único caminho era entre o palco e a platéia. Tomei coragem e atravessei a multidão andando de lado, quase de costas para a platéia, apontando o palhaço para disfarçar.
Não tinha local para trocar e não dava para tentar o banheiro feminino. Procurei o banheiro masculino, mas só haviam banheiros químicos para os homens, dei meia-volta. E agora? O jeito foi correr para o posto médico, tirar a blusa, jogar sobre a maca, colocar minha filha sobre a blusa e trocar toda a roupa dela o mais rápido possível já que ela repetia: o patatá papai! O patatá papai! Patatá gande!
Depois disso, foi tudo lindo: várias músicas que ela conhecia. Ela foi ficando tão animada que resolvi levantar e ir lá pra frente, pro gargarejo. Coloquei ela sentada no meu cangote e foi uma festa. Ela levantava os bracinhos e mexia as mãozinhas conforme o palhaço mandava. E assim dançamos umas três ou quatro músicas, até que eu não aguentei mais. Sentei para descansar até que ela pediu pra ir de novo. E eu achei mesmo que era hora de dar um gás final.
Terminamos o show exaustos, mas felizes. Ainda tentamos uma foto com os palhaços, mas não conseguimos. E era hora de comer. Fomos embora brincando: foi show do Patatí Manuela? Patatá papai. Patatá Manuela? Patatí papai...rsrs Depois do lanche, fomos pra casa, e ela continuou acordada até mais tarde, e eu também, pensando os dois nessa nossa primeira experiência de show."
Terminamos o show exaustos, mas felizes. Ainda tentamos uma foto com os palhaços, mas não conseguimos. E era hora de comer. Fomos embora brincando: foi show do Patatí Manuela? Patatá papai. Patatá Manuela? Patatí papai...rsrs Depois do lanche, fomos pra casa, e ela continuou acordada até mais tarde, e eu também, pensando os dois nessa nossa primeira experiência de show."
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