A nossa intenção, minha e do seu pai, era fazer uma festa simples, lembrando aquelas que tínhamos nas nossas infâncias. Bolo, brigadeiro e criança correndo para todos os lados... Mas descobri que as festas infantis de hoje são mega eventos. Confesso que acho um absurdo gastar 6, 7 mil reais numa festa infantil.
Tenho boas lembranças das minhas festas. Todo mundo em casa enrolando docinho, enchendo balão, tia Natalina fazendo bolo e a clássica torta de pão. A criançada correndo, sem animador, pula-pula ou a super estrutura de uma casa de festas infantis, e todo mundo se divertia demais! A nossa casa de festas era a casa de vovó Zeca e vovô Chico, seus bisos.
Seu pai conta que a festa que ele mais tem lembrança foi uma de índio. Festa totalmente temática, inclusive com os amiguinhos fantasiados a caráter. E isso, graças ao empenho das suas avós Beth e Miriam, que preparam tudo sozinhas!
Hoje as coisas estão muito diferentes. E o pior é que, mesmo que a gente queira, não é fácil fugir dessa imposição.
Hoje me vi discutindo até cor da toalha das mesas da sua festa ... O bolo tem que ser tipo maquete e os docinhos tem que estar em bandejas de níveis diferentes para dar uma sensação 3D nas fotos ... Heimm???
Seu avô Marcelo quer fazer sua festa de um ano. Acho lindo e emocionante esse cuidado dele. Mas ele quer um mega evento, ao contrario do que eu e seu pai queremos.
A conversa com a organizadora da festa hoje chegou a ser engraçada. Ela perguntava dos doces. Respondia: quero brigadeiro, cajuzinho, olho de sogra, beijinho e casadinho. Sobre o bolo, expliquei: quero um bolo de um andar apenas, sem aquela pasta branca horrorosa que ninguém come. Sobre a mesa do bolo, informei que quero uma mesa com o bolo e docinho ... Sou acompanhada por olhares chocados da Maggie (a organizadora) e da Tia Claudia (noiva do seu avô).
Eu e seu pai saímos da conversa um pouco chateados com forma como algumas coisas foram colocadas, penso até que o melhor e deixá-los fazer tudo do jeito que querem e chegarmos na festa como convidados, apenas para curtir. Mas ao mesmo tempo, seu pai, com razão, diz que não, que não podemos ceder completamente.
Enfim, a decisão é tentar unir desejos tão diferentes: os nossos e o do seu avo! Será que conseguimos? Vai dar um pouco de trabalho, mas acho que vai valer a pena!
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