quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Manuela, minha força!

Ja disse em posts passados que nunca quis engravidar, que passei anos da minha vida dizendo que não queria ter filho. Demorei muito para compreender o real motivo.

Foram muitas horas de análise para compreender e aceitar que este meu pensamento era um pouco por conta do meu histórico familiar, o que já desconfiava, mas também por medo. 

Minha mãe e minha irmã foram mães muito cedo, uma com 15 e outra com 17 anos, e por isso tiveram sempre que enfrentar uma barra pesada. A vida delas era uma vida que eu não queria para mim e achava, erradamente, que ter filho era isso. A análise me ajudou a ver que não era bem assim. 

No fundo eu tinha medo de ter alguém para cuidar, alguém que iria depender de mim completamente.

Eu sempre fui muito independente, sai de casa muito cedo. Aos 17 anos fui me aventurar sozinha no Rio de Janeiro para fazer faculdade. A vida me ensinou que eu teria que me virar sozinha se eu quisesse ter meus objetivos alcançados. E foi assim ao longo dos meus 34 anos. Se não estava bom, largava tudo, dava a volta por cima, me virava para resolver. Tudo sempre "relativamente fácil". Era minha vida e eu dava um jeito. Uma coisa era eu não ter pra onde ir ou o que comer direito. Sempre dava um jeito. Sozinha é sempre mais fácil, pensava eu. 

Mas hoje, ao contrário do que sempre pensei, a Manuela não torna tudo mais difícil. Ela me dá uma força sobrenatural para enfrentar os desafios e as dificuldades que a vida apresenta. Não posso fazer como antes, apesar que minha vontade é justamente de fazer como antes: arrumar minhas coisas e sair, mesmo sem ter para onde ir ou saber ao certo o que fazer. Mas ao mesmo tempo isso não significa me sujeitar e aceitar situações que não admito, significa apenas que tenho que achar uma nova forma de resolver meus problemas.

É uma nova fase na minha vida. Estou ainda aprendendo graças a você, Manuela. Obrigada!




2 comentários:

  1. Gi, me lembro bem de ouvir você dizendo que não queria ter filhos... Hoje, vendo você com a Manuela e todo o amor que você transmite pra ela, esqueço completamento o passado, porque nem parece que é a mesma pessoa.
    Acho o seu amor de mãe lindo!
    De fato, quando temos filhos tudo na vida muda. Os acontecimentos para serem problemas precisam ser, de fato, relevantes... porque senão nem daremos importância...
    E as soluções desses problemas, com certeza, serão bem mais pacíficas e "responsáveis".
    A vida nos ensina muito... E os filhos também!
    Ainda assim os amifos dão aquela forcinha! Se precisar, estou aqui!
    Bjs

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  2. Giselly, acredite só hoje consegui começar a minha vida virtual, então, pelo blog da Mamãe coruja e da linda Manoela, me atualizei. Adorei!
    Digo sempre que existe a Rosana AR (antes da Roberta) e a DR (depois da Roberta)os meus amigos são testemunhas.
    É uma dádiva de Deus a maternidade, o nosso encantamento, nossas mudanças...até hoje tenho descobertas, surpresas...
    Acompanharei esta linda história, beijo carinhoso as duas.

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